RADAR MARANHENSE

Empresa fantasma é usada pra lavar dinheiro da primeira dama de desvios da assistência social de Tutoia




Uma nova frente de questionamentos começa a ganhar força em Tutóia, após a divulgação de indícios que colocam sob suspeita a gestão de recursos públicos destinados à assistência social do município.


De acordo com levantamento realizado pelo Radar Maranhense, há registros de pagamentos mensais a uma empresa contratada para atuar na área social — setor que, politicamente, está ligado à influência da primeira-dama. No entanto, a situação ganha contornos ainda mais graves diante de um detalhe inquietante: no endereço oficial informado nos documentos, a empresa simplesmente não foi localizada em funcionamento.


A equipe de reportagem esteve no local, no bairro São Francisco, e constatou que ali opera outro escritório, sem qualquer placa, identificação ou indício da existência da empresa que recebe os recursos públicos. O cenário levanta suspeitas sobre a possível existência de uma empresa de fachada, prática que, se confirmada, pode configurar irregularidades sérias no uso do dinheiro público.


Nos bastidores, cresce a pressão sobre a gestão do prefeito Viriato, especialmente diante de críticas de que teria dado autonomia total para que decisões na assistência social fossem tomadas sem o devido rigor administrativo. Embora tais alegações ainda precisem ser formalmente apuradas, o caso já provoca indignação entre moradores que convivem diariamente com a precariedade de serviços básicos.


A situação se torna ainda mais sensível porque envolve recursos destinados justamente a uma das áreas mais vulneráveis da administração pública — aquela que deveria garantir suporte à população mais carente. Qualquer desvio ou irregularidade nesse setor tem impacto direto sobre quem mais precisa.


Diante dos indícios levantados, o material coletado deverá ser encaminhado ao Ministério Público, que poderá analisar a legalidade dos contratos, a existência formal da empresa e o destino dos valores pagos. Caso sejam confirmadas irregularidades, os responsáveis poderão ser chamados a prestar esclarecimentos e responder judicialmente.


Enquanto isso, a população de Tutóia segue aguardando respostas — e, principalmente, transparência — sobre o uso dos recursos que deveriam servir ao bem coletivo, e não levantar dúvidas sobre sua aplicação.

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